terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Seu moço!...

Ohhh, seu moço!
me dá dinheiro?
Tou com fome,
mas da carne só tenho osso,
da fruta só caroço

Tou cansado desse troço
Sou um troço, seu moço
Ninguém me escuta nem vê chorar
Se eu canto ou se morro, ninguém vai se importar
Sou um troço, seu moço

Menino, isso é com o governo
É problema do governo

Moço, eu não sei dessas coisas não
Não sei de governo, de Estado, de Sistema
e nem de "Pátria amada idolatrada",
quero só um pão
Tou cansado dos farelos da Vida, tou cansado do Nada

Mario Sergio

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quem é você?

O mel dos lábios seus
são veneno,
são engano,
me iludem
e tiram o sono

O brilho dos olhos seus
são o que eu quero
Eu os amo e os venero

Nem sei quem é você,
mas o seu nome chamo sempre
Na noite fria ou no dia quente,
o seu nome eu chamo sempre

Mario Sergio

domingo, 16 de janeiro de 2011

Seja!

Sabendo que nada sabia,
me perdia
na periferia
vazia
do meu coração sem ousadia

Ousem se quiserem sorrir novos dias!
A alma pacata não sente na lata o pleno estar vivo!

Seja homem, seja bicho!
Seja mulher, seja comigo!
Mas seja!
Seja, caramba!
Seja!

Mario Sergio

sábado, 15 de janeiro de 2011

O anjo andarilho

Em uma longa estrada, um andarilho solitário caminhava
Em seus olhos, havia notas de uma canção sonhada,
que ao longo de sua jornada
foi inúmeras vezes cantarolada

Esse andarilho também tinha asas
Ele fora um anjo que ansiava viver como mortal
nesta terra tão desigual
Entender, saber, sentir e sorrir
como homem que aqui ama, sofre e chora
por um amor de outrora

Ele sempre irá caminhar
Nunca desistirá de procurar a verdade da vida
O porquê de ser e o porquê de aqui estar

Narjarah

(Esse poema é uma linda homenagem de uma linda amiga. Eu não mereço ele, mas agradeço sinceramente. Valeu, Nanah!)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Bobinho sou eu

Bobinha, você nem imagina
que a minha alma fascina
Nem imagina que o meu coração,
tão pouco usado, tão pouco acordado,
agora sofre um bocado por se render à razão
Maldita seja a razão!

Mario Sergio

Jóias de marfim

Nos mundanos desejos,
se encontram divinos ensejos
para a purificação do ser

Tenha, mas não viva querendo ter
Morra quando necessário, não quando deveria viver

Somente assim os momentos ruins serão como jóias do mais puro marfim

Mario Sergio

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A luz nasce bela nas trevas

Onde houver trevas, a luz nascerá bela
Não é balela de um sonhador,
onde houver trevas, a luz nascerá bela

Sei disso, pois já estive no Inferno,
já estive no outono e também no inverno
A minha alma já teve fome, sede e frio,
já conheceu o todo e o vazio

Então digo sem medo,
não é engano ledo:
"Onde houver trevas, a luz nascerá bela"

Mario Sergio