Descendo a ladeira a qualquer hora no sol quente,
pensando na vida e esperando uma morte digna
Talvez um lugar bom pra descançar,
talvez um lugar melhor do que esse lar
Mordendo e sendo mordido por mosquitos sedentos de suor
Escravizado por escravos de coisas valorizadas sem valor
Eu sou mais um andarilho que não pode andar
Eu sou um elefante perdido no meio da manada
Eu sou mais um daqueles que falam, falam, falam e não dizem nada
Mas vou tentando passar uma mensagem de paz, amor e força
Mas vou esperando com um sorriso sem sentido e bobo no rosto
Mas vou indo e indo e indo sem ter onde chegar
Sem ter onde chegar
Sem ter onde chegar...
Sem ter onde chegar?
Mario Sergio
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Indo e indo e indo
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Fria estação
Pobre garoto, não tinha esperanças nem sonhos,
só pequenos desejos não definidos
Pobre garoto... pobre garoto...
Sentou no chão frio da estação e chorou quente
Ninguém entendia o porquê,
mas seu coração estava quebrado em mil partes
Despeçado por um motivo desmotivado,
sem razão mas tão arrazoado,
seu coração batia num ritmo descompassado
Até então, nenhuma mão lhe tinha secado as lágrimas,
porque as lágrimas nunca tinham caído,
tinham ficado presas em algum lugar secreto da alma
Agora elas caíam. Caíam quentes como magma
Ardiam como sal em ferida. Doíam como nunca
Nenhuma mão estava lá
A estação parecia distante de sua dor
Cada homem e mulher ocupava-se consigo mesmo
Ninguém via ninguém de verdade
Mas ele continuava chorando,
e as pessoas continuavam passando,
e as lágrimas rolando,
e a dor aplacando
Por fim, levantou-se, seguiu
e o chão ficou com uma pequena poça
que logo foi limpada por alguém
que nem pensou no porquê
Mario Sergio
só pequenos desejos não definidos
Pobre garoto... pobre garoto...
Sentou no chão frio da estação e chorou quente
Ninguém entendia o porquê,
mas seu coração estava quebrado em mil partes
Despeçado por um motivo desmotivado,
sem razão mas tão arrazoado,
seu coração batia num ritmo descompassado
Até então, nenhuma mão lhe tinha secado as lágrimas,
porque as lágrimas nunca tinham caído,
tinham ficado presas em algum lugar secreto da alma
Agora elas caíam. Caíam quentes como magma
Ardiam como sal em ferida. Doíam como nunca
Nenhuma mão estava lá
A estação parecia distante de sua dor
Cada homem e mulher ocupava-se consigo mesmo
Ninguém via ninguém de verdade
Mas ele continuava chorando,
e as pessoas continuavam passando,
e as lágrimas rolando,
e a dor aplacando
Por fim, levantou-se, seguiu
e o chão ficou com uma pequena poça
que logo foi limpada por alguém
que nem pensou no porquê
Mario Sergio
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Como o mar
Em ondas, tudo vai e vem
Em ondas, como o mar
Um dia, alegre
Outro dia, também
Um dia, triste
Outro dia, também
Um dia, sim
Outro dia, não
Um dia, não
Outro dia, sim
Tudo vai e vem
Tudo vem e vai
Tudo vai e vem
Tudo vem e vai
Em ondas, tudo vai e vem
Em ondas, como o mar
Mario Sergio
Em ondas, como o mar
Um dia, alegre
Outro dia, também
Um dia, triste
Outro dia, também
Um dia, sim
Outro dia, não
Um dia, não
Outro dia, sim
Tudo vai e vem
Tudo vem e vai
Tudo vai e vem
Tudo vem e vai
Em ondas, tudo vai e vem
Em ondas, como o mar
Mario Sergio
domingo, 28 de agosto de 2011
Perfeito Matrimônio
Cálice do mais puro vinho,
dê-me um pouco do seu néctar de Vitória,
sou mortal, mas desejo ser divino
Cálice sagrado procurado pelos tempos,
dê-me a Compreensão da Verdadeira Vontade,
quero o Céu, mas o apego a Terra é sôfrego
Taça das taças, cheia de Compaixão,
deixe-me mergulhar o cetro flamejante do meu querer
no seu mar escuro
Não me negue o Casamento Sagrado,
não me negue Vitória, Compaixão e Compreensão
Mario Sergio
dê-me um pouco do seu néctar de Vitória,
sou mortal, mas desejo ser divino
Cálice sagrado procurado pelos tempos,
dê-me a Compreensão da Verdadeira Vontade,
quero o Céu, mas o apego a Terra é sôfrego
Taça das taças, cheia de Compaixão,
deixe-me mergulhar o cetro flamejante do meu querer
no seu mar escuro
Não me negue o Casamento Sagrado,
não me negue Vitória, Compaixão e Compreensão
Mario Sergio
domingo, 7 de agosto de 2011
O elefante "preso"
Tinha um elefante muito do potente
Quebrava muro, quebrava poste, quebrava casa; assombrava toda gente
Mas o bichinho vivia preso e amarrado por uma cordinha
enfiada numa estaca bem fininha . Que coisinha!
O pobrezinho era assim porque desde pequeno vivia nessa situação
Certa vez, tentou quebrar a corda, romper o fio que lhe prendia na solidão,
mas era fraquinho, era magrinho e não teve forças então
Agora é bem grandão, é fortalhão, mas não quebra a corda não
Aprendeu a viver preso, essa é sua condição
Essa é sua condição? Nã, ná, ni, ná, não!
Mario Sergio
Quebrava muro, quebrava poste, quebrava casa; assombrava toda gente
Mas o bichinho vivia preso e amarrado por uma cordinha
enfiada numa estaca bem fininha . Que coisinha!
O pobrezinho era assim porque desde pequeno vivia nessa situação
Certa vez, tentou quebrar a corda, romper o fio que lhe prendia na solidão,
mas era fraquinho, era magrinho e não teve forças então
Agora é bem grandão, é fortalhão, mas não quebra a corda não
Aprendeu a viver preso, essa é sua condição
Essa é sua condição? Nã, ná, ni, ná, não!
Mario Sergio
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Acho que sou um filho do Sol
Ela quer comprar uma passagem para o Céu
Pobre tola, não sabe que todo homem e toda mulher é uma estrela
Ela quer porque quer comprar uma passagem para o Céu
Não sabe, por acaso, que os valores monetários daqui não servem de nada lá?
Ela quer, quer, quer, não adianta argumentar
Certa vez, um coelho branco como a neve me disse:
"Vai e faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Eu tirei a roupa e corri no meio da multidão,
me senti bem e me senti livre, não sei o motivo,
mas acho que eu sou um filho do Sol
Quando eu me viro a noite, eu sinto frio e tremo
Às vezes, um anjo negro vem e me diz:
"Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Eu levanto assustado, o sonho era mesmo um sonho?
Não sei, nunca sei, não quero saber,
mas acho que sou um filho do Sol
Ela quer mesmo a tal passagem, insiste cada vez mais,
mas eu sempre digo:
"Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Por que eu digo isso? Espera! E o coelho? E o anjo? Cadê?
Não sei, nunca sei, não quero saber,
mas acho que sou um filho do Sol
Mario Sergio
Pobre tola, não sabe que todo homem e toda mulher é uma estrela
Ela quer porque quer comprar uma passagem para o Céu
Não sabe, por acaso, que os valores monetários daqui não servem de nada lá?
Ela quer, quer, quer, não adianta argumentar
Certa vez, um coelho branco como a neve me disse:
"Vai e faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Eu tirei a roupa e corri no meio da multidão,
me senti bem e me senti livre, não sei o motivo,
mas acho que eu sou um filho do Sol
Quando eu me viro a noite, eu sinto frio e tremo
Às vezes, um anjo negro vem e me diz:
"Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Eu levanto assustado, o sonho era mesmo um sonho?
Não sei, nunca sei, não quero saber,
mas acho que sou um filho do Sol
Ela quer mesmo a tal passagem, insiste cada vez mais,
mas eu sempre digo:
"Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei"
Por que eu digo isso? Espera! E o coelho? E o anjo? Cadê?
Não sei, nunca sei, não quero saber,
mas acho que sou um filho do Sol
Mario Sergio
Esse tal lugar
Além deste vale de lágrimas, deve haver um lugar...
um lugar lindo onde eu possa amar,
um lugar infinito que me possa alegrar,
um lugar bem, bem, bem distante de tudo o que me faz chorar
As noites mais frias do ano eu poderei esquecer. Pra que lembrar?
Os dias mais quentes, tórridos não vão mais me incomodar
As tardes sombrias, vazias, de tristeza e agonias não vão mais voltar
Só luz, frescor, aromas incríveis, sons de primor vão me alcançar
Espero que exista mesmo esse tal lugar...
mas, enquanto estou aqui, vou me empenhar
pra transformar o meu jardim em algo de se admirar
e que eu possa, um dia, conhecer esse tal lugar. Será que vão deixar?
Mario Sergio
um lugar lindo onde eu possa amar,
um lugar infinito que me possa alegrar,
um lugar bem, bem, bem distante de tudo o que me faz chorar
As noites mais frias do ano eu poderei esquecer. Pra que lembrar?
Os dias mais quentes, tórridos não vão mais me incomodar
As tardes sombrias, vazias, de tristeza e agonias não vão mais voltar
Só luz, frescor, aromas incríveis, sons de primor vão me alcançar
Espero que exista mesmo esse tal lugar...
mas, enquanto estou aqui, vou me empenhar
pra transformar o meu jardim em algo de se admirar
e que eu possa, um dia, conhecer esse tal lugar. Será que vão deixar?
Mario Sergio
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