terça-feira, 29 de junho de 2010

Os trapos humanos

Mortos existem aos montes
nas frias calçadas,
nas fontes salgadas
e sob as tristes pontes

São trapos humanos
Não têm sonhos, pesadelos
Não têm alegrias, nem zelos
Vivem como cães; sem planos

Quem por eles zela?
Quem por eles chora?
Quem a eles dá bola?
Quem a eles viera?

Mario Sergio

3 comentários:

  1. ADORO POESIA SOCIAL. TENHO VÁRIAS, MAS AINDA NÃO POSTEI NENHUMA NO MEU BLOG...
    ABRAÇOS

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